• Grupo de Educação Multimídia

Mostra de Cinema Trabalho No Brasil

Atualizado: há 3 dias



No sistema escravista e seu deslocamento para o trabalho livre, a forma de acumulação

da riqueza era o corpo do escravo. Depois de uma fase de exploração da terra, o

corpo retorna, no sistema neoliberal, ao centro da exploração do trabalho por meio da

ideia de serviço. Este argumento se volta para o hibridismo entre a linguagem documental

e ficcional dos filmes que discutem as condições do trabalho relacionadas ao corpo, com destaque para a exploração da mulher, entre outros grupos silenciados historicamente.

Este argumento, que pode direcionar uma seleção de filmes sobre o universo do trabalho

em sentido global, é contudo o mote para que a Mostra Cinema e Trabalho FAETEC/PACC/GEM construa um olhar sobre as transformações do trabalho na história

do Brasil ao longo do século XX e início do século XXI.






LISTA DE FILMES SELECIONADOS PELA MOSTRA:


Encontro com Milton Santos: O Mundo Global Visto do Lado de Cá

Silvio Tendler (2006, 1h29min.) - documentário


Iracema — uma transamazônica

Orlando Senna e Jorge Bodanzki (1975, 1h31min.) - drama


Quanto vale ou é por quilo?

Sergio Bianchi (2005, 1h50min.) - drama


Sonhos roubados

Sandra Werneck (2010, 1h30) - drama


Que horas ela volta?

Ana Muylaert (2015, 1h 54m) - drama


Vida Maria

Marcio Ramos (2007, 8min.) animação/drama


Eletrodoméstica

Kleber Mendonça Filho (2005, 22min.) - drama/comédia


Para quando o carnaval chegar

Marcelo Gomes  (2020, 1h 25m) - documentário

Link para baixar o filme: https://bit.ly/37gC1qD


Domésticas

Fernando Meirelles, Nando Olival  (2001, 1h 25min) - comédia dramática


A hora da estrela

Suzana Amaral (1985, 1h36m) - drama


Arábia

João Dumans, Affonso Uchoa (2017, 1h 37m) - drama

Link para baixar o filme: https://bit.ly/3lX6rlY



Cabra Marcado para Morrer,  Eduardo Coutinho, (1984, 1 h 59 min.) - documentário



Eles não usam Black-tie, Leon Hirszman, (1981, 2h 14 min) - drama


Rio 40 graus, Nelson Pereira dos Santos (1955, 1h40min.) - drama


Vidas Secas, Nelson Pereira dos Santos (1963, 1h55min.) - drama


Alma no olho, Zózimo Bulbul (1974, 11min.) - performance


Trabalhadoras Metalúrgicas, Renato Tapajós (1978, 17 min.) - documentário





LISTA EXTRA DE SUGESTÕES SOBRE O TEMA:


O ABC da greve, Leon Hirszman (1990, 1h 15m) - documentário

Nós que aqui estamos por vós esperamos, Marcelo Masagão (1h13min, 1999) - doc.

Café com canela, Glenda Nicácio e Ary Rosa (2018, 1h42min.) - drama

Bye bye, Brasil, Cacá Diegues (1980, 1h50min) - comédia

O homem que virou suco, João Batista de Andrade (1981, 1h37min.) - drama

Saneamento Básico, Jorge Furtado (2007, 1h52min.) - comédia

Boi Neon, Gabriel Mascaro (2015, 1h41) - drama

Santiago, João Moreira Salles (2007, 1h20min.) - documentário

Estamira, Marcos Prado (2006, 2h01min) - documentário

Abolição, Zózimo Bulbul (1988, 2h33min) - documentário

No país de São Saruê, Vlademir Carvalho (1971, 1h30min.) - documentário

Linha de Montagem, Renato Tapajós (1982, 1h30min.) - documentário

Braços Cruzados, Máquinas paradas, Roberto Gervitz e Sérgio Toledo (1979, 1h19min.)

O som ao redor, Kleber Mendonça Filho (2012, 2h12min.) - drama

Arraial do Cabo, Paulo Cesar Saraceni e Mário Carneiro (1959, 17 min.) - documentário

Barravento, Glauber Rocha (1962, 1h20min.) - drama

Romance da Empregada, Bruno Barreto (1988, 1h30min.) - drama

Quilombo, Cacá Diegues (1984, 2h.) - drama

5 x favela, (Marcos Farias, Miguel Borges, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hiszman) (1962, 1h30min.) - drama






ENTREVISTA REALIZADA COM SILVIO TENDLER SOBRE O TRABALHO COM CINEMA:


Acesse em:






RESENHAS CRÍTICAS:







HISTÓRIA DESSA MOSTRA:


Baseados em uma metodologia participativa de formação pelo trabalho produtivo, criamos um projeto para organizar uma mostra sobre relações de trabalho.

A proposta surgiu do Laboratório de Leitura da Faetec e do Programa Avançado de Cultura Contemporânea - PACC/UFRJ e aproveitou a metodologia para formação de públicos do Grupo de Educação Multimídia – GEM/UFRJ.

A ideia inicial foi organizar uma curadoria e uma perspectiva crítica sobre o cinema e o universo do trabalho, mas o foco acabou se direcionando para o nacional que tratou do tema trabalho no Brasil.

No entanto, como as relações de trabalho no Brasil dependem, mesmo depois do período pós-colonial, de influxos da dinâmica do capital internacional, foi proposto iniciarmos o projeto com o debate sobre o filme: Encontro com Milton Santos (Silvio Tendler, 2001).

O filme foi debatido coletivamente em contraste com o capítulo inicial do livro “Por uma outra Globalização”, do geógrafo Milton Santos. Essa obra trata do processo de implementação de um projeto neoliberal de globalização que, longe de nos integrar à aldeia global, nos mantinha na posição subdesenvolvida configurada desde o período colonial. A proposta do geógrafo era a de ler tal processo social e histórico como uma fábula e, por outro lado, construir as pontes para uma outra globalização dos direitos e oportunidades em nível global. Sua sugestão inicial era a olharmos o mundo a partir do lugar que nos é atribuído na modernidade e o qual nós próprios nos atribuímos: o lugar de subalternos e dependentes.

Após esse início, estudamos os dois principais sistemas produtivos globais moldados pelo Modo de Produção Capitalista ao longo do século XX: o Fordismo e o Toyotismo (ou sistema de produção flexível). (David Harvey: “A condição. Pós-Moderna”)

No processo de discussão dessas e de outras ideias adjacentes, selecionamos os filmes que dialogavam com o argumento para a mostra, que foi reconstruído e refinado processualmente ao longo dos encontros virtuais desde o início do projeto.

Hoje temos um argumento elaborado e uma seleção de filmes sobre a exploração e as lutas pela resistência dos trabalhadores à perda de seus direitos ao longo da história pós-colonial brasileira. É esta curadoria sob a perspectiva de um argumento que aponta para um momento de retrocesso político sem precedentes na nossa história.

Apresentaremos este argumento e a seleção para nossos visitantes virtuais. Além dessa mostra eletrônica, pretendemos realizar uma edição física assim que a abertura das escolas for reestabelecida.










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ENDEREÇO:

Espaço Cultural João Cabral de Melo Neto

Faculdade de Letras da UFRJ
Av. Horácio de Macedo, 2151
Cidade Universitária - CEP 21941-917
Rio de Janeiro - RJ

CONTATO: 

gem@letras.ufrj.br

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